Estreia Cinematográfica #1

Olá cinéfilo-redondo!
Aqui estamos com mais uma sessão estréias pra você mundonauta. Essa semana traremos informações do filme Coração Louco, que levou Jeff Bridges ao inédito Oscar de melhor ator na sua carreira, além de outros maravilhosos lançamentos. Essa semana o destaque fica por conta de Simplesmente complicado, filme protagonizado pela diva Meryl Streep e Percy Jackson que já é um sucesso aqui no Brasil no quesito bilheteria, o filme tem seus múltiplos defeitos, mas para quem é fã do gênero fantasia e sente falta de boas opções no cinema, Percy Jackson é uma boa opção. Vale lembrar que a pedido de alguns cinéfilos redondos essa semana trago alguns filmes que já estavam em cartaz há algumas semanas e passaram despercebidos por mim nas últimas sessões de estréias, a exemplo: Lobisomem.

Coração Louco
Sinopse: Bad Blake (Jeff Bridges) é um famoso cantor e compositor de música country. Mas como beberrão inveterado e fumante contumaz sua vida se resume aos pequenos shows baratos que realiza em cidades do interior para um público que ainda o reconhece. Apesar de seu agente insistir para que ele reate com seu antigo pupilo – e atual astro – Tommy Sweet (Colin Farrell), Blake não abre mão de suas convicções e recusa o “favor”. Mas o cabeça dura conhece Jean Craddock (Maggie Gyllenhaal), jornalista novata por quem se apaixona durante uma entrevista e mãe solteira do pequeno Buddy (Jack Nation), e mergulha de cabeça na relação, assumindo os riscos que esse amor pode trazer.
Comentários: Coração louco tem o estilo de filme pouco quisto e visto por jovens, que geralmente não gostam de música country, e quando lêem a sinopse logo correm do cinema. Ao contrario disso o pessoal mais maduro de vida, logo se agradam com esse estilo de filme. Mas coração louco tem alguns fatores para atrair ambos aos cinemas, primeiro o filme é um drama autobiográfico que não fica só preso no estilo country, possui boas mensagens motivadoras, que tenho certeza vai atrair bons curiosos, segundo Jeff Bridges que interpreta o protagonista Bad Blake e que dá um show de interpretação com esse personagem de cabeça e coração loucos. Jeff foi o vencedor do Oscar de melhor ator, e por fim, apesar de ser uma cabeça dura por natureza, é quase impossível para o telespectador não mergulhar na insensatez do personagem e se embriagar pela paixão adolescente que acende seu moribundo coração, a paixão arrebatadora que acende pela sua fã jornalista, interpretada pela indicada ao Oscar Maggie Gyllenhaal. Coração louco é definitivamente um filme para se ver. Não perca!
Nota: 9,00

Simplesmente Complicado
Sinopse: Santa Barbara. Jane (Meryl Streep) é mãe de três filhos e mantém uma relação amigável com Jake (Alec Baldwin), seu ex-marido, de quem se separou há dez anos. Quando eles se encontram para a formatura de um dos filhos, fora da cidade, surge um clima e eles passam a ter um caso. Só que Jake é agora casado com Agness (Lake Bell), o que faz com que Jane torne-se sua amante. Paralelamente, Adam (Steve Martin) entra na vida de Jane. Ele é um arquiteto contratado para remodelar a cozinha do restaurante de Jane e, aos poucos, se apaixona por ela.
Comentários: Simplesmente Complicado é mais um sucesso na carreira de Meryl Streep, eu sinceramente me rendo ao talento dessa mulher que lança em média dois a três filmes por ano, e todos três são de nível excelente, sendo ela indicada nos últimos 4 anos ao Oscar de melhor atriz, isso que chamo de manter o nível. Simplesmente complicada é uma comédia leve e engraçada, e o melhor é que já não se fazem mais comédias como esta, que é totalmente sem apelações e romântica. Simplesmente complicada é da mesma diretora talentosa de “alguém tem que ceder” e “amor não tira férias”, Nancy Meyers. As atuações de Alec Baldwin e Steve Martin foram muito boas, principalmente Alec Baldwin que não fazia um bom filme há pelo menos 10 anos. Os dois estavam muito a vontade ao lado da estrela máxima do filme, Meryl Streep que deu mais um show consideram essa atuação melhor do que a sua atuação em Julie e Julia (ao qual ela estava indicada ao Oscar), as atuações no geral foram muito boas, o ritmo do filme foi excelente e a nossa diversão é garantida. Quem gosta de uma boa comédia romântica, não pode deixar de assistir a este maravilhoso filme.
Nota: 9,5

Sinopse: Burke Ryan (Aaron Eckhart) é um escritor viúvo, autor de um livro sobre como lidar com as perdas. Seu trabalho logo se torna um Best seller, o que o torna uma espécie de guru da auto-ajuda. Em uma viagem a negócios para Seattle, ele conhece Eloise Chandler (Jennifer Aniston) e por ela se apaixona. Só que, ao assistir o seminário de Burke, ela percebe que na verdade ele ainda não conseguiu superar a morte da esposa.
Comentários: Romance? Nos dias atuais é raro, se lançam aos bolos as comédias românticas, mas o romance puro é dificílimo. O amor acontece é um filme que tem o seu ponto alto o casal central formado por Jennifer Aniston e Aaron Eckhart que demonstram sintonia e entrosamento desde o início do filme. Além do casal central o ponto alto da trama é a historia que é bem comovente, mas, se já no título sabemos que O Amor Acontece até o final esperado, acompanharemos os encontros e desencontros, com direito há momentos emocionantes do casal, até o momento catártico da revelação da dor, do perdão e do principal e esperado recomeço. O filme é muito bom.
Vale à pena conferir
Nota: 8, 00

O Lobisomem
Sinopse: O ator Lawrence Talbot (Benicio Del Toro), quando criança, sofreu com a morte de sua mãe e nunca mais voltou a morar com o pai (Anthony Hopkins). Mais de duas décadas depois do ocorrido, ele é chamado por sua futura cunhada Gwen Conliffe (Emily Blunt) para ajudá-la a encontrar o noivo desaparecido. Ao retornar para a casa do pai, Talbot acaba se envolvendo numa investigação sobre violentas mortes que acontecem nas noites de lua cheia, entrando em contato com o seu passado e descobrindo um segredo que mudará para sempre a sua vida.
Comentários: A cada vez que vejo o anúncio de um remake de um sucesso antigo do cinema fico com um pé atrás. Em o Lobisomem (2010) a possibilidade de o remake dar certo é de 99 por cento, pois o filme original é de 1941, nossa você imagina os efeitos, a fantasia, a maquiagem e a direção de arte dessa época? Passa longe dos avanços de hoje. Em o Lobisomem mesmo com todos os avanços tecnológicos e um orçamento de 85 milhões (nada mal), o filme é mal acabado artisticamente falando, parecia que estava vendo os filmes de Bruce Banner (Hulk) dos anos 80, que as suas roupas mesmo com suas constantes transformações são mantidas intactas. Mas meus caros amigos quem espera ver um suspense com alguns sustos e um Q de violência, fiquem tranqüilo você verá neste filme, entre os destaques, o rosto das criaturas que incorpora bem as feições dos atores e as respectivas transformações. Três cenas simples “falam” muito: o close nos lábios de Emile Blunt, o seu reflexo nos olhos da criatura e ainda os clássicos saltos pela janela da cultuada criatura. Imperdíveis! Para quem gosta. As atuações de Benicio Del Toro e Emily Blunt são razoáveis, o bom mesmo foi ver Anthony Hopkins (Eterno Hannibal) no meio deste time com uma atuação muito boa, se ele fosse, mas novinho ele tinha feito esse papel muito melhor do que Del Toro. Num remake é preciso não só do ar e das inovações contemporâneas, mas é preciso mudar um pouco da historia e imprimir algo novo no roteiro e no universo da história, isso talvez que tenha faltado.
Nota: 7,0

Percy Jackson e o Ladrão de Raios
Sinopse: Percy Jackson (Logan Lerman) é um jovem que enfrenta problemas na escola, devido ao que acredita ser dislexia e déficit de atenção. Ele foi criado por sua mãe, Sally (Catherine Keener), e vive com Gabe Ugliano (Joe Pantoliano), seu padrasto, que odeia. Após ser atacado em plena excursão escolar, é revelado a Percy que ele é um semideus, ou seja, filho do deus Poseidon (Kevin McKidd) com uma humana, e possui poderes. Protegido por Grover Underwood (Brandon T. Jackson), ele é levado ao acampamento do meio sangue, onde está em segurança. Lá ele tem Chiron (Pierce Brosnan) como tutor e passa a treinar para se tornar um grande guerreiro. Só que Percy é acusado de ter roubado o raio de Zeus (Sean Bean), uma poderosa arma de destruição que pode fazer com que os deuses entrem em guerra. É quando Hades (Steve Coogan) visita o acampamento e oferece a Percy uma troca: que ele entregue o raio, o qual não possui, em troca da devolução de sua mãe, que faleceu em meio à fuga. Ele então parte para chegar ao Mundo Inferior, onde vivem Hades e Perséfone (Rosario Dawson), juntamente com Grover e Annabeth Chase (Alexandra Daddario), uma poderosa guerreira que conheceu no acampamento.
Comentários: O sucesso das séries Senhor dos anéis e Harry Potter fez com que começasse uma louca corrida pela adaptação dos livros de fantasia para as telonas, chamo essa corrida de louca, porque acho que os estúdios e as pessoas envolvidas não fazem as coisas como deveriam fazer, Harry Potter e Senhor dos anéis foram planejados e executados com muita precisão, apesar de que senhor dos anéis foi mais feliz nos dois aspectos, adaptações como Nárnia e Eragon livros ótimos, e que todos imaginavam que seria um sucesso estrondoso, decepcionaram pela qualidade técnica e adaptativa. Percy Jackson é mais uma adaptação nas mãos do diretor Chris Columbus que foi o diretor dos piores filmes de Harry Potter, o um (Pedra filosofal) e o dois (Câmera Secreta), e que tem um talento para deixar os filmes com cara de criança. Ao invés de criar um universo próprio, como fizeram J.K. Rowling (HP) e J.R.R. Tolkien (SDA), o autor Rick Riordan se apropria do vasto acervo da mitologia grega. Seres como Zeus, Poseidon, Medusa e outros tantos são conhecidos do grande público, o que de antemão rompe a barreira da apresentação e identificação com os personagens. É também uma forma de trazer ao público atual, especialmente o adolescente, uma vasta e significativa cultura de séculos atrás. É claro que há modificações em alguns personagens, de forma a atualizá-los e inseri-los na trama, isso que torna o filme interessante, ver personagens de uma forma que agente não estava acostumado a ver. Mas é também uma reciclagem que faz com que a mitologia grega volte à tona, sendo popularizada junto ao público.
Percy Jackson e o Ladrão de Raios é um filme divertido, com boas cenas de aventura e um elenco competente, tão competente que Logan Lerman (Percy Jackson) está cotado pra ser nada mais, nada menos que o novo Peter Parker. É nítida a evolução do trio protagonista ao longo da história, acompanhando a maior experiência de seus personagens. Destaque para o sátiro interpretado por Brandon T. Jackson e suas tiradas espirituosas, a presença de artefatos mágicos como o All Star voador e as citações subentendidas envolvendo Hollywood e o Empire State, em relação sobre o que tais lugares representam dentro do universo dos deuses. O filme é um pouco bobinho e se torna até certo momento previsível, mas arrisco-me a dizer que vale à pena conferi-lo pela aventura e pelo roteiro de uma história digamos ‘’inovadora’’.
Nota: 8,00























Arrumei um nome pra coluna de estreias! Estreia Cinematográfica, ficou bom até!
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