Cine Redondo – Estréias

Olá Mundonautas!!
Mais uma semana se passou e um caminhão de estréias apareceu. E pertinente comentarmos que nessa temporada de verão (aqui no Brasil) e de inverno (nos E.U. A) e comum terem grandes lançamentos nos cinemas por diversos motivos, sendo o principal deles as férias escolares, as férias dos pais e tudo mais. Por isso podemos notar grandes opções nas salas de cinema de todo mundo. O Brasil tem a infelicidade de ter participação negativa nas raras exceções de péssimos filmes em cartas, tudo isso graças a ex-rainha dos baixinhos que não contente com sua derrocada na TV, desaprendeu até a animar crianças de 6 anos(eu não sei nem se ela já soube um dia) que dormiram assistindo Xuxa é o mistério da bonitinha(Sasha).
Eu estive essa semana com um grupo de primos meus, todos crianças, numa missão complicada levá-las ao cinema, chegando lá foi horrível só tinha em cartaz dois filmes que eles poderiam assistir, Alvin e os esquilos 2 que é bom, mas pra variar o primeiro foi melhor, e Xuxa e a bonitinha, a escolha de uma maioria foi Alvin os esquilos, mas a outra parte já tinha assistido, pra resumir a história pratiquei a ilegalidade(a censura para o filme era 12 anos) e assistimos Avatar em 3D(eu assistir pela 3 vez, e agora já falo Na’vi como pessoal lá de Pandora) depois de longa conversa com meu amigo gerente que entendeu que as crianças sairiam frustradas ao assistir ao filme da Xuxa, e a criançada nem queria, preferia desistir de ir ao cinema a assistir ao filme da Xuxa, ôooo raivaaa. Bem no final da sessão ouvindo as análises abalizadas das crianças, fiquei em dúvida se gostaram mais do filme ou dos óculos 3D.
Bem mais voltando ao assunto estréia, falarei, comentarei e me comprometerei (darei nota, coisa que não gosto de fazer, mas pra você mundonauta que estiver em dúvida, qual vai assistir primeiro? a nota pode ajudar) ao falar das estréias no cinema de todo Brasil.

O Fada do Dente
Filmes infantis, geralmente são bombardeados de críticas principalmente por parte dos adultos e daqueles que já são pais. Partes deles quase sempre têm razão, porque tem muita coisa ruim sendo feito para as crianças. Felizmente, O Fada do Dente não está nesta lista. Apesar do título “estranho” de ler e falar, é um filme fácil de assistir. E com uma mensagem simples e importante para todos, inclusive, aqueles que ainda não são pais: nunca deixe de sonhar. Como quase todos os atores de estilo grandalhão e fortão já fizeram filmes infantis (Schwarzenegger, Vin Diesel, são exemplos), Dwayne Johnson (o escorpião rei), ex-The Rock e que não gosta mais de ser lembrado por esse nome que o associou aos filmes de aventura por muitos anos, agora embarca com sucesso no seu terceiro filme seguido com direcionamento maior para as crianças. Apesar de atuação de Dwayne ser absolutamente discreta longe de uma nota máxima, ele consegue imprimir o desejado no seu personagem Derek Thompson que é um jogador de hóquei frustrado que só faz sucesso por causa de suas violentas faltas que, invariavelmente, arrancam um dente do adversário. Daí veio o seu apelido, dado pelos fãs, de Fada dos Dentes. Só que ele é um cara que não acredita nos sonhos e, num dia, quase conta para a pequena Tess (Destiny Whittlock), filha de sua namorada (Ashley Judd), que esse negócio de Fada trocar dente de leite debaixo do travesseiro por moeda era uma grande mentira. Como punição por ser um “destruidor de sonhos”, Derek é transformado em uma fada do dente. Agora, sob o comando da chefe das fadas Lily (a eterna Julie Andrews) e o acompanhamento do assistente Tracy (Stephen Merchant), o estraga prazeres precisará se ambientar com suas novas asas e o mundo da magia, que ele tanto despreza, antes de ser um simples humano novamente. O filme é dirigido por Michael Lembeck, dos seriados de muito sucesso como “Friends” e “Mad About You”, tem ritmo e faz uso de todos os recursos já tradicionais como gritos, quedas, escorregões, boladas e outros mais, o resultado são boas risadas, sobre o filme ser classificado como infantil por mim anteriormente, garanto que nem tanto, pois tem boas tiradas para maiores. Vale à pena conferir o filme. Nota: 8,00

Astro Boy
(baseado nos quadrinhos criados por Osamu Tezuka)
Um dos sonhos da humanidade é criar vida à sua imagem e semelhança. Não apenas pela sensação de onipotência, mas também para melhor compreender o que é a vida e o que faz com que ela exista. Não à toa existem tantas pesquisas nos ramos da genética e da robótica. Hoje muito já se faz em ambas as áreas, mas falta a alma, aquilo que dá dimensão à vida humana. Algo que permita que o ser tenha emoções, que sinta e faça sentir, que pense e reaja por conta própria. É curioso e pertinente notar que, ao longo dos anos, o cinema tem enfocado justamente este tipo de personagem: o robô com sentimentos (AD). De Johnny Cinco a Wall-E, não há meros servos para a espécie humana, mas seres vivos, de aço e fios, que possuam um algo mais. Algo que possamos identificar como humano. A muito de humano em Astro Boy. A começar pela criação do personagem, decorrente da tristeza do cientista Tenma por perder seu filho em um acidente no laboratório onde trabalha. Gênio incontestável, Tenma dedica sua vida a recriar o filho nos mínimos detalhes. Metro City é uma metrópole reluzente, cuja localização fica no céu. É lá que o Dr. Tenma (Nicolas Cage) cria Astro Boy (Freddie Highmore/Fantástica fábrica de chocolate), na intenção de substituir o filho que perdeu. Astro Boy possui poderes extraordinários, sendo dotado com o que há de melhor nas características humanas. Após ser expulso, por não conseguir cumprir as expectativas geradas por Tenma, Astro Boy precisa aprender a conviver como um robô e aceitar o fato de não ser humano. Ele passa a ser perseguido pelas tropas do presidente Stone (Donald Sutherland), que deseja tomar a fonte de energia que Astro Boy carrega dentro de si. Para escapar, ele cai na terra. Confuso e sem entender a nova realidade, ele resolve se passar por humano junto com um grupo de crianças de rua. A animação, no início de forma tradicional e depois escancaradamente computadorizada com toques de mangá, (esses toques de mangá é um atrativo á parte) repleta de cores e piadas visuais. A história é repleta de cenas de aventura, que servem também para agravar o peso do mote principal. Tudo isto ajuda a fazer de Astro Boy um filme divertido e até certo ponto reflexivo. Segundo um amigo meu, o filme consegue matar a saudade dos desenhos e dos mangás, em minha opinião fico com os mangás e os desenhos antigos. Mas apesar de tudo e se notarmos que a Xuxa é opção para o horário que você quer assistir não pense duas vezes assista Astro Boy. Nota: 7,5

Premonição 4
Não sou um fã de continuações, principalmente aquelas que não estavam planejadas inicialmente, e que mesmo que sejam planejadas depois, não sigam as idéias e a qualidade técnica do antecessor. Em premonição 1, o time era recheado de bons atores que tinha Robert Downey Jr(Sherlock Holmes), Annette Bening(Beleza Americana) e na direção e no roteiro o bom Neil Jordan(entrevista com vampiro) tudo se fez perfeitamente com a ótimo adaptação feita do livro de Bari Wood, resultado final foi um grande sucesso de bilheteria e de crítica. Depois do sucesso, foi inevitável acontecer Premonição 2,3 que veio ao cinema só pelo fato da certeza que seria visto porque o filme 1 foi tão bem comentado, que concerteza seria prestigiado por parte do telespectador, mas a qualidade caiu de uma escala de 100 pra 20 se é que não estou sendo piedoso em dar os 20. Em premonição 4, segue a mesma linha dos últimos fracassos de crítica que foram o 2 e o 3, o filme não tem qualidade no roteiro, qualidade na direção e não tem qualidade nos atores, eles não investiram em nada disso, resolveram investir em tecnologia 3D que é a nova alavancadora de arrecadações. Tenho certeza que o público que gostou do um, gostou mais ou menos do 2, e que odiou o terceiro vai assistir ao quatro pelo critério de desempate, ai vocês me perguntam que critério? e eu respondo tecnologia 3D. No novo premonição, mostra os amigos Nick O’BANNON (Bobby Campo), Hunt Wynorski (Nick Zano), Janet Cunningham (Haley Webb) e Lori Milligan (Shantel VanSanten) que vão ao McKinley Speedway, uma corrida de carros. Um acidente faz com que um dos carros, que estava a 300 km/h, derrape na pista. Isto faz com que exploda na platéia, causando a morte de dezenas de pessoas. Entretanto antes que isto ocorresse Nick teve uma premonição, que fez com que ele e seus amigos deixassem o local. De início eles acreditam que escaparam da morte, mas logo ela parte em seu encalço. O filme é fraco, mais aposto que essa franquia vai ficar que nem Jogos mortais que já tem até o sete, mais o telespectador só gostou do 1,2,3, mas fica assistindo os novos lançamentos da franquia pelos sucessos anteriores, essas continuações são um lixo e ficam ganhando dinheiro as custas dos outros filmes, o pior é que agente vai pro cinema lembrando do que foi bom. Eu só vou assistir a um filme de premonição denovo, quando me derem garantias que não vou sentir a mesma raiva que senti. Vale à pena se decepcionar com esse filme. Nota: 3,00 pela pipoca que geralmente é boa, tirando a pipoca a nota é 0,00.

























Muito bom os comentários, parabéns.
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