L’amour
Amor… Um vocábulo aparentemente rudimentar. Um substantivo comum, simples, primitivo, formado apenas por quatro letras, duas sílabas e uma das mais complexas definições. O honorável filólogo Aurélio Buarque de Holanda alcançou o seguinte conceito:
Amor(ô).[Do lat. amore.] S. m. 1. Sentimento que predispõe alguém a desejar o bem de outrem, ou de alguma coisa. 2. Sentimento de dedicação absoluta de um ser a outro ser ou a uma coisa; devoção extrema. 4. Sentimento terno ou ardente de uma pessoa por outra, e que engloba também atração física. 8. Adoração, veneração, culto. 9. Afeição, amizade, carinho, simpatia, ternura.
Contudo, seria possível exprimir com palavras, de forma plena, o significado desta singular palavra? Devido à extensa subjetividade que a permeia, diversas áreas da ciência buscaram criar suas próprias definições. Fisiologistas procuram explicar através da liberação de neurormônios no hipotálamo, enquanto os teólogos declaram que Deus é amor.
Entretanto, o amor simplesmente ultrapassa a barreira lógica da ciência. Talvez as metáforas pregadas pela teologia consigam melhor aproximar-se do universo definidor do amor. Não há nexo ou sentido; é imensurável, intangível, simplesmente existe. Parafraseando Camões, embora não possamos vê-lo, é a mais ardente das chamas.
O ato de amar é o maior dom dentre todas as graças que se pode receber. O amor gera amor, e é por isso que se torna infinito, sobrevive a momentos sombrios e ressurge tal como flor no início da primavera. Transforma-se no sistema de propulsão capaz de nos fazer expandir os limites, lutar contra as adversidades e sonhar esperançosos com o raiar de um novo dia. Por isso, ame! Ame sem medos ou preconceitos. Sem se preocupar com a reciprocidade. Pratique a felicidade de amar, e então aprenderá que não há nada mais gratificante do que observar o sorriso nos lábios da pessoa amada.





























